Comi da árvore do conhecimento do bem e do mal

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Disseram-me para nunca tocar-la. Para olhar para ela e jamais pegar seu fruto. Disseram também que desobedecer seria a minha ruína. Mas eu comi, eu juro, não aguentei, não aguentava mais ver aquele lindo fruto e jamais poder toca-lo, saboreá-lo, sentir seu cheiro. Meu estômago pedia por aquilo, minha boca se enchia de saliva só de pensar na possibilidade. A tentação tomava conta de minha, e eu não podia mais segura-la.

Ninguém me convenceu, ninguém me obrigou, eu simplesmente quis e fiz. Andei calmamente até aquela linda árvore, sentei embaixo dela e aproveitei sua sombra, olhei algumas horas para aquele fruto e sem conseguir mais me segurar, levantei-me, puxei e dei uma mordida. Em instantes tudo mudou, aquilo que aquele homem estranho havia me dito não era verdade, eu não morri, mas de alguma forma meus olhos se abriram. De repente percebi que estava nu, e de repente também vi como era gostoso o rabo da minha mulher.

Então aquele senhor perguntou por mim, e falei que me escondi pois estava de pau duro, e menti, dizendo que a mulher havia me dado o fruto. Ele então rogou pragas contra mim, a minha mulher e uma serpente que por lá vivia. Mandou a serpente rastejar, a mulher sentir dor no parto, e para minha felicidade, depois de já ter usado minha costela, disse que a mulher só me desejaria, e que eu a dominaria. Infelizmente disse também que agora eu teria que plantar para comer.

Então com sua gentileza, nós vestiu com uma túnica de peles, e informou que agora nós sabíamos do bem e do mal, e que eu e minha mulher eramos como um deles. Sendo assim, esperto e egoísta como ele era, para que nós não pegássemos nada da árvore da vida, e pudêssemos viver eternamente, como ele, nós expulsou do jardim que por tanto vivemos, e lá colocou uns seguranças e nos proibiu de entrar.

Foi a melhor coisa que poderia ter acontecido. De repente um novo mundo existia lá fora, um monte de coisa para conquistar. Além disso, logo após sermos expulsos, transei loucamente com minha mulher. E então tivemos dois filhos, um matou o outro depois, mas o que importa é que descobri a técnica de tirar na hora do gozo, e então pude transar outras centenas de vezes com aquele rabo gostoso sem me preocupar em ter mais uma cria. Apesar de que algum tempo depois tivemos outro filho, não me pergunte como. E minha submissa mulher ficava repetindo que era obra daquele senhor pelo nosso filho morto.

Por isso fiquei famoso, dizem que a geração do mundo pertence a mim. Por novecentos e trinta anos vivi, nessa época fiz um admirável filho que se tornou o que queria. Mas também fodi o rabo de outras centenas de milhares de mulheres, e tive outras centenas de milhares de filhos e filhas que nem o nome sei.

Vendo por esse lado não foi tão ruim comer o tal do fruto. Fiquei famoso, conheci outras gostosas para foder e pude tomar a decisão sobre tudo. Pude eu mesmo dizer o que era certo ou errado, buscar o que me fazia feliz, e jamais seguir a decisão de um senhor que determinou que as mulheres deveriam ser submissas, e não só na cama.

Prefiro escolher quem será meu próximo pecado carnal, do que nem saber que minha mulher estava nua.

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