O lucro absurdo das igrejas que se dizem “santas”

Tempo de leitura: 3 minutos

Você sabia que as instituições religiosas arrecadaram R$ 21,5 bilhões no Brasil em 2012, segundo a Receita Federal?

Sabia que a Igreja Católica possui US$ 3 trilhões em bens imóveis, como terrenos, igrejas.

Ah, é isso mesmo, o valor está em dólar. O que significa que ela possui mais de 10 trilhões de reais em bens imóveis no mundo todo.

Agora, depois de falar esses número absurdos, por que será que as instituições religiosas tem lucrado tanto, e não usam esse dinheiro em prol de ajudar as pessoas?

Igrejas, templos, a Universal, não tem como objetivo o lucro. Diferentemente de uma Petrobras, que busca vender seu produto, gerar lucro, pagar seus funcionários e dar dividendos para os acionistas.

As igrejas, e quando falo igrejas entenda como qualquer instituição religiosa, seja a católica, evangélica, judia, muçulmana, qualquer uma.

Elas deveriam ser concebidas para ajudar as pessoas, para colocar o ser humano em contato com Deus, Jesus, Alá, Buda, ou qualquer outro ser superior. E salvar o homem do inferno, do cramunhão, e leva-lo ao Paraíso.

Se você for em qualquer templo religioso vai perceber a grandiosidade de cada um. Igrejas católicas são cheias de peças de ouro maciço, vitrais, pinturas caríssimas.

Os terrenos das igrejas são enormes, em áreas nobres. Aqui onde moro, por exemplo, a sede da Igreja Universal do Reino de Deus, do nosso querido Edir Macedo, está localizada num terreno enorme, com estacionamento, uma obra grandiosa.

Enquanto isso, muitos dos seus fiéis estão passando fome, com dívidas e mais dívidas.

E ao invés do dinheiro das instituições serem usados para ajudar as pessoas, ele é usado para comprar ingressos para lotar sala de cinema.

Para comprar estátuas de ouro, e até mesmo carros. O padre daqui mesmo tem uma Hilux, nem eu que ganho milhares com esse blog tenho uma Hilux.

Isso quando o dinheiro é aplicado em algo, ás vezes ele é simplesmente roubado.

O caso mais recente foi o dos bispos e padres em Formosa, no estado de Goiás, que desviaram mais de R$ 2 milhões da Igreja Católica.

Além disso, o Banco do Vaticano figurou, no princípio dos anos 2000, entre os dez maiores paraísos fiscais offshore do mundo, abrigando evasões de impostos e lavagem de dinheiro.

No Brasil os ganhos das igrejas não são tributados, o que de certa forma até é correto, se e somente se esse dinheiro realmente fosse aplicado para ajudar pessoas.

Não quero dizer com isso que as igrejas não devam ganhar doações e dízimo. Que não devem investir em suas instalações, dando conforto aos fiéis que vão lá.

Mas será mesmo que um vitral de ouro avaliado em milhões precisa estar em posse da igreja?

Será mesmo que um dono de certa instituição precisa comprar uma rede de TV que ganha com anúncios, e só faz cada dias mais ele lucrar, e ter uma boa vida nos EUA.

Tudo isso enquanto o fiel é obrigado a dar contribuições?

Dia desses passei em frente um culto evangélico e o pastor dizia com as seguintes palavras:

– Oh, Irmão! Dê o dízimo, mesmo que você esteja com dívidas. Porque Deus vai te dar tudo em dobro.

Enquanto o fiel luta para não ir pro Inferno e conquistar o Paraíso onde suas 72 virgens esperam, os líderes religiosos nadam no dinheiro, mesmo não tendo como objetivo o lucro.

A pergunta que fica é: será que existe salvação?

REFERÊNCIAS
http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2011/08/110830_analise_religiao_negocio_rm
https://oglobo.globo.com/brasil/bispo-padres-sao-presos-acusados-de-desviar-recursos-na-igreja-catolica-em-goias-22503685
https://www.em.com.br/app/noticia/economia/2014/01/26/internas_economia,491768/cristaos-movimentam-r-21-5-bilhoes-no-brasil.shtml
https://www.jornalopcao.com.br/colunas-e-blogs/imprensa/valor-de-imoveis-da-igreja-catolica-equivale-ao-pib-do-brasil-e-da-russia-56534/

1 comentário


  1. Bem, penso que cada caso é um caso. Desde já, deixo claro que não sou católico nem evangélico. Quanto à Igreja Católica, é inegável que ela tem diversos projetos que auxiliam milhões de pessoas ao redor do mundo, sendo uma das instituições que, apesar de diversos problemas e casos de corrupção, promove uma atuação no contexto humanitário muito importante. Qualquer pessoa que comenta sem preconceitos, julgamentos e procura se informar melhor sabe disso.
    No que diz respeito aos evangélicos, não tenho como opinar por desconhecimento mesmo, mas ao que me parece, em regra, são poucas as instituições realmente sérias e comprometidas, pois acabam funcionando como verdadeiras empresas mesmo, por isso até diversas chacotas humorísticas são levantadas contra os evangélicos, já que muitas são voltadas para o lucro de alguns pastores. Porém, ressalto que devem sim existir trabalhos sociais importantes nas instituições sérias desse segmento. Como disse no início, cada caso é um caso, não dá para criticar o fato de essas instituições, sejam católicas, sejam evangélicas, receberem dinheiro se boa parte dos recursos for disponibilizada para atividades sociais. Lembremo-nos também que simples palavras de conforto emocional/espiritual disponibilizadas diariamente pelos canais de comunicação dessas instituições conforta o coração e ajuda muita gente a se erguer aos poucos, em alguns casos, até de depressões terríveis. Todos nós, em maior ou menos grau, pelo menos uma vez na vida nos beneficiamos ou iremos nos beneficiar de mensagens confortantes de líderes religiosos sérios e comprometidos. Há problemas, mas há também muita coisa boa. É preciso separar o joio do trigo.

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