Ressuscitemos-nos também

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Há alguns dias aquele senhor de barba branca e de nome Jesus foi brutalmente deixado em uma cruz e por lá faleceu. Ao falecer levou consigo todos os pecados do mundo. Contudo, entretanto, todavia, três dias depois ele retorna. Alguns diriam que ele não morreu, e foi tudo armação. Outros disseram que era um milagre, e por ser filho de Deus ele ressuscitou.

Enfim, não importa o que realmente aconteceu com ele, não nesse momento. O que importa é que ele voltou das cinzas, ou talvez não das cinzas. Ok. Ele ressuscitou para a vida e para tudo mais. Fico até meio ressentido também nessa história de ressuscitar, mas não sou ninguém para duvidar disso. A única coisa que posso fazer é recomendar que a gente também ressuscite.

Que paremos de usar a religião para matar outros e outras que são diferentes de nós. Que paremos de julgar o outro por ser gay ou por se vestir diferente da gente. Ressuscitemos e percebamos que a vida não é uma bíblia cheia de regras, quer dizer, na verdade é melhor percebermos que a bíblia não é nenhuma regra, nós seres humanos que passamos a definir ela assim.

Acordemos pra vida, pra perceber que ela é muito mais do que dedicar todo nosso tempo a um senhor que supostamente está olhando por todos nós, ao mesmo tempo, lembrando que somos bilhões de pessoas. Ressuscitemos para um novo dia que está chegando, e que possamos apreciar o mundo com a mesma calma que a coruja vigia a noite.

Vamos lá, retiremos o amor da tumba e o coloquemos para funcionar. Quer seguir a religião, então que tal amar o próximo seja lá quem o próximo for? Que tal perceber que a vida é a melhor coisa que você pode ter? Então levanta a bunda dessa cadeira e vai viver.

Ressuscita, pois pode não parecer, mas muitos de nós já morremos embora estejamos vivos.

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