Só quero comer a mulher do próximo

Tempo de leitura: menos de 1 minuto

Esses dias estava olhando pela janela do meu apartamento, que fica no segundo andar. E na janela do outro quarto vi a minha vizinha trocando de roupa. Parecia coisa de adolescente, me abaixei diante da janela e fiquei espiando ela vestir suas roupas. Ela vinha do banho enrolada na toalha. Tirou a toalha e a jogou no chão, e eu fiquei admirando aquele belo corpo malhado e sem silicone.

Minha vizinha é muito gostosa, e já tinha visto suas curvas outras vezes, mas somente em roupas apertadas que colavam no corpo. Essa foi a primeira vez que vi seu corpo nu. Ela é um pitelzinho, o problema é que minha vizinha é casada com o Márcio, que trabalha como gerente em uma loja de eletrônicos.

O Márcio trabalha das 8h às 18h, mas sempre sai mais cedo e chega mais tarde. Minha vizinha trabalha na Prefeitura, no horário das 8h às 14h. E eu sou um vagabundo, que trabalha escrevendo textos para diversas empresas que pedem.

Minha vizinha é cinco anos mais velha que eu, e isso me instiga muito mais a querer devorar o corpo dela. O outro problema também é que segundo os dez mandamentos, não posso cobiçar a mulher do próximo. Mas como não cobiçar aquela mulher? Como não querer tocar aqueles seios e apalpar aquela bunda?

E se, por exemplo, o acontecido na verdade for o contrário? E se, por exemplo, a vizinha é que me desejasse? Certamente não haveria problema, pois ela não estaria cobiçando a mulher do próximo. E olha que interessante, um dos mandamentos diz não cobiçar a mulher do próximo, mas quer dizer que posso cobiçar o homem da próxima?

Ah, mas existe outro mandamento dizendo que não devo cobiçar nada do que pertença a meu próximo. Então quer dizer que se a minha vizinha me quiser, não há problema algum, já que eu estou solteiro.

Ora, mas não existe um mandamento chamado “não adulterarás”? Então por que precisa existir outro dizendo para não cobiçar a mulher do próximo? Que idiotice, para que eu iria querer a mulher do próximo se eu soubesse que ela nunca iria-me dar. Às vezes me pergunto se quem fez os dez mandamentos é o mesmo que fez as leis brasileiras, cheias de falhas e buracos com adição de coisas desnecessárias, ou que já existiam antes, mas com outro nome.

E outra, como é que diabos eu vou saber se a mulher tem próximo. Tudo bem, a minha vizinha claramente é casada. Mas a garota que conheci na praia não tinha como saber que ela tinha namorado, afinal, ela estava sozinha, com roupa de malhar, sentada numa mesinha de um quiosque da praia, apreciando uma água de coco. Como eu saberia que ela tinha namorado, se quando eu perguntei se podia sentar com ela, ela disse que sim, e nós batemos um bom papo. Como eu saberia que existia um próximo se ela me deixou a levar em casa no meu carro, e me convidou para conhecer seu apartamento. E depois seu quarto, e depois entrar nela. Como eu poderia saber, só mesmo quando o desgraçado ligou, logo após termos terminado, e ela atendeu dizendo “oi amorzinho”. Como?

E qual o problema em querer as coisas do outro, o problema é ir atrás delas. E é por isso que preciso ir, deixei minha vizinha dormindo na minha cama enquanto escrevia esse texto. E preciso voltar para lá logo para repetir o processo, antes que o marido dela chegue e veja que ela não está em casa e que a janta não está pronta.

1 comentário

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *