Como as religiões matam a criatividade

Como as religiões matam a criatividade

Tempo de leitura: 4 minutos

A sua religião pode estar matando a sua criatividade!

E não, não há um ser segurando você pelos cabelos e te impedindo de pensar no próximo episódio do Mickey ou na próxima invenção que vai fazer a inteligência artificial parecer brinquedo de bebê.

A verdade é que por milhares e milhares de anos, nós, ou melhor, você (porque eu estou isento de tudo isso) foi doutrinado por uma figura, um padre, um pastor, ou até um parente, a sempre seguir o caminho que já estava lá, a fazer do mesmo jeito.

Em outras palavras, a seguir a tradição, o que já estava solidificado e comprovadamente funcionava.

Você nem percebeu, mas esse infortúnio, essa postura, fez você matar sua criatividade.

Existe nos livros de inteligência emocional, linguística e tudo mais, um conceito chamado bloqueio da tradição.

Ele diz que o que sabemos torna-se hábito de se ver e de pensar, o que nos faz ver o novo através dos óculos do velho.

Tudo então se transforma no que sempre vimos e tudo continua como sempre foi.

Em outras palavras, nós acostumamos tanto a fazer sempre do mesmo jeito que nem percebemos que fazer diferente, modificar algo, poderia fazer esse algo ser ainda melhor.

Matamos a criatividade sem sequer ter a chance de senti-la em nossas mãos.

E o que mais tradicional do que os ensinamentos religiosos?

Quem mais está aqui há milhares de anos e continuará milhares de anos depois?

Eles dizem: até que a morte os separe, não pode pegar a mulher do vizinho, para se salvar é preciso apenas pedir perdão quando estiver perto de morrer, sexo não pode ser só por prazer.

O problema, e a solução, é que o avanço do mundo está nas novas ideias que facilitam sua vida Polishop.

Na internet que um dia foi criada, no carro, na roda, no preservativo, no medicamento que é uma intervenção nos desejos de Deus (será?).

Entramos numa caixinha para que sejamos salvos de um lugar que sequer conhecemos, apenas ouvimos falar, e ficamos lá presos, impedidos de enxergar que do lado de fora há um novo mundo.

Ah, mas o Papa liberou o casamento gay? Depois de anos de condenação, e somente porque estão perdendo muitos fiéis, e isso as custas de ser removido do cargo que ocupa. Afinal, quem quer um papa que não segue a tradição?

A Igreja da Inglaterra já perdeu seu grande poder sobre o mundo, falta agora a grande igreja do Vaticano.

Mas de novo, a criatividade permite estarmos nas redes sociais, em contato com fiéis, como muitos grandes padres tem feito. Porém, sempre as custas de serem retaliados.

Se você pensa diferente é retaliado, se não pensa é engolido por um mundo em constante evolução.

A inteligência artificial está vindo por ai, podemos criar a imagem daquela gatinha e ter a sensação de receber um nude dela, talvez seja um consolo para um maníaco que não aceita um não.

Porém, a tradição, o “é como sempre foi”, tem nos matado por dentro, nos tornamos seres de repetição, de sermos apenas uma continuação fraca do passado.

Cada vez mais, num mundo dominado pela tecnologia, precisaremos ser criativos.

Esse texto, inclusive, poderia ter sido escrito por um ChatGPT da vida, mas eu me pergunto se ele teria a coragem de expor certas situações, de ridicularizar o que parece tradição, mas que na verdade é só algo velho vestido com outra roupa.

Amigos, volto de meu grande hiato de comunicação para ser um mensageiro, não dos céus claramente, mas para ser uma fonte humana e criativa de luz num mundo de cada vez mais coisas artificiais.

Tão artificiais como instituições que se dizem sólidas num grande período de guerra, inclusive por questões religiosas.

O mundo não é mais o mesmo, na verdade nunca foi, mas cada vez mais acreditar fielmente no que sua doutrina religiosa sempre diz é por demérito matar a criatividade.

A tradição pode ser boa, mas ela pode ser uma faca de dois gumes quando impede o novo de vir.

Não há como evitar o novo, ele é um rolo compressor. Há apenas como se adaptar a ele, navegar em sua maré.

Abram espaço, o novo há de vir, eu voltei, e não sei até quando, mas definitivamente não posso deixar a criatividade morrer, o que me faz humano, demasiado humano, há de continuar.

Avante, segue-te criativo, segue-te sendo tu, e há isso nada mais importará.