Tempo de leitura: menos de 1 minuto
Dia desses li um texto de uma certa menina, que era muito gostosinha por sinal, dizendo que a fé cegava, que não acreditava em quem dizia que era religioso, mas no fundo não praticava nenhuma das coisas que o nosso belo senhor nos ensinou. E como bom religioso que sou resolvi falar um pouquinho sobre o assunto, já que a fé é algo puramente nossa, ela não pode ser imposta.
E esse é o problema, a razão das pessoas só chamarem Deus na hora que precisam. O problema é que aprendemos que Deus é superior, que não podemos falar o nome de Deus em vão, que Deus vai nos matar quando ele achar que chegou a hora. Que só nos tornamos alguém na vida quando Deus quer.
E então me pergunto: que tipo de líder é esse? Que não consegue simplesmente conquistar os seus liderados, e precisa impor que ou você o segue, ou vai para o inferno, mais cedo ou mais tarde. Que tipo de líder é esse que precisa meter medo em você para que você vá para a igreja/templo.
Na verdade essas coisas foram nós que criamos. Somos nós que dizemos que ser gay é errado, que cobiçar a mulher do outro é errado. Talvez você diga que não, que foram os dez mandamentos de Deus, mas você já parou para pensar se realmente Moisés não criou seus próprios mandamentos. Ou ainda, como é que a Bíblia é cheia de detalhes dos acontecimentos de Jesus, se ela foi escrita centenas de anos depois da morte dele.
O errado não está em acreditar, está em acreditar cegamente, e nunca pensar nas outras possibilidades como essas. Quando você acredita cegamente em algo, sem nenhuma prova, e nunca se questiona sobre algo, fica muito fácil de te manipular, de lhe usar para fazer o que quero.
Acredite se você quiser, mas de vez em outra pare um pouquinho, olhe ao seu redor e analise se tudo aquilo está correto. Ou se é apenas mais uma forma de que você faça o que quero.